Online todos estão, mas quem está disponível?

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Conhecer e conversar com pessoas de qualquer lugar através de aplicativos faz parte da vida moderna, mas as mesmas ferramentas que aproximam também podem distanciar…
Cada vez mais comum a queixa: Fulano (a) estava online!!! E não me procurou ou não me respondeu…. Muitas possibilidades reais, entre elas: estava online mas estava de fato usando a ferramenta em questão? Estava online, mas viu seu recado ou chamado? E por aí vai…. O ponto que quero focar é a disponibilidade interna de se conectar em uma outra pessoa concreta, tendo como base sentimentos reais.
Outro dia li: “Todos falam de amor, mas poucos o sentem”… Refletindo sobre isso fico com a impressão que a maioria das pessoas estão procurando o amor e relações afetivas, mas com medo de se entregar e das consequências disto… Como da rejeição ou de perder a liberdade…
Com a crescente velocidade dos cliques e o aumento da gama de instrumentos que facilitam as relações virtuais, a paciência e a construção para um relacionamento real estão cada vez menores… Então, nesse novo contexto de relacionamentos, se o tal fulano (a) que não respondeu e frustou uma expectativa, não está disponível, é só procurar outro que esteja online no celular ou computador e assim vai…. Pessoas buscando conexões instantâneas que se esvaziam, e a busca continua de modo frenético e raso.
Assim, surgem algumas reflexões: 
Como saber se a conexão entre você e outra pessoa é recíproca e com mesmas intenções?
Como lidar com a frustração de ser ignorado ou ser tratado com indiferença por alguém, sendo que a relação via algum aplicativo estava fluindo tão bem? Se conheceram e foi super gostoso e aí você o (a) procura e a resposta que tem é o silêncio ou respostas monossilábicas….
Como lidar com essa rejeição e com a ilusão de que longas conversas (até íntimas) foram só frases digitadas e que o que sobra é ver o outro (a) online sem interesse em manter a comunicação…
Encarar as pessoas, isto é, promover encontros presenciais, e conversar com franqueza, deixando frases prontas de lado, é imprescindível. Mas para isso, esteja seguro sobre o que quer do outro e de sua disponibilidade para lidar com a situação e esteja aberto a ouvir, conhecer, se surpreender e mesmo se frustar…. Sim… Se frustrar principalmente… Não leve muitas expectativas até realmente saber com quem esta lidando… Sobre a outra pessoa, não tenha medo de ela não ter o mesmo interesse em você, só é possível saber isso estabelecendo um diálogo real e franco…
Sair do virtual e ir para o mundo real é necessário e para isso é preciso reconhecer suas carências e limitações, o que pode ajudar a ver as outras pessoas de forma mais saudável….

Sempre que você perceber que aquela pessoa que parecia tão legal até o último encontro se desconectou, vale a pena questionar sobre a parte sua que pode ter contribuído para a relação não dar certo….
 Leve suas angústias e neuras para psicoterapia e não para um relacionamento!

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