Compulsão ou Dependência: qual a diferença?

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No último texto falei sobre compulsão, desta vez vou falar sobre dependência.

É importante fazer essa diferenciação, pois ambos são comportamentos que atrapalham a vida de uma pessoa e dificilmente, sem a ajuda profissional, ela conseguirá fazer uma auto-análise e dizer se o seu “companheiro cigarro” ou “assaltos à geladeira” se tratam de compulsão ou dependência.

Na compulsão e na dependência o comportamento alivia uma situação de angústia, mas a principal diferença é que no caso das compulsões o discurso sempre é: “Eu quero parar de comer (fumar, beber, se drogar etc), mas não consigo”.

Já no caso da dependência não há a verdadeira vontade de parar, o discurso sempre é: “Eu sei que comer (fumar, beber, se drogar etc) faz mal e está me prejudicando, mas eu não tenho vontade de parar porque simplesmente gosto. Para essa pessoa parar com a dependência pode acarretar um sofrimento muito grande.

Diferentemente da compulsão, a dependência não tem ressaca moral, não existe um conflito ou questionamento entre a “vontade” e o “parar”. Então, nas dependências a angústia está ligada à possibilidade de parar com o vício, seja ele qual for, pois ele preenche um buraco emocional que normalmente é desconhecido, por exemplo: “Eu me sinto confuso, mas quando bebo consigo me decidir…”. Importantíssimo você saber também que a dependência pode ser por coisas, pessoas ou bichos.

E você, é dependente de quê? O que o impede de parar de fazer algo que você sabe que está lhe prejudicando, mas na verdade não quer?

Tanto nas compulsões como nas dependências, parar de fazer algo exige um grande esforço e autoconhecimento onde, obviamente, um processo de psicoterapia é o melhor tratamento indicado.

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