Sites e Aplicativos de paquera…

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Se você está solteiro (a) e ainda não baixou um aplicativo de paquera, como o Tinder, ou se cadastrou em um site de relacionamentos, uma hora ou outra vai se render à esta comodidade.

Mas cadê o flerte? Foi trocado por um “like”? E a troca de telefone? Esqueça! O número serve apenas para adicionar um ao outro no “whats”, e por ai vai…

Os fotogênicos ou com boa aparência ganham vantagem, já que estar bem na foto é fundamental para ser escolhido. A questão é: as paqueras estão rasas e tudo está muito rápido?! Programinhas românticos e longas conversas estão perdendo espaço para trocas de fotos e sexo virtual?! 

Depois de ouvir muitas experiências no consultório e literalmente entrar no jogo, posso lhes dizer que, a meu ver, tudo começa com perguntas básicas, do tipo: onde você mora? Trabalha com o quê? O que faz pra se divertir? E é claro, pedido de fotos (em sua maioria, de biquíni).

Atenção mulheres: eles sempre estão afim de sacanagem, mas segundo eles, somos nós quem conduzimos. Se ninguém se posicionar sobre o que realmente quer, a conversa pode durar horas, dias, semanas… E o encontro real, pode nunca acontecer, ou então, se acontece, todas àquelas horas de conversa se perdem, porque na maioria das vezes são conversas vazias. As pessoas não estão preocupadas em se conhecer de verdade. Então, mulherada, fica a dica: não precisa se expor com fotos ou sexo, porque na verdade não será isso que as tornarão especiais. 

Alguns parecem até “masturbadores” de plantão e pedem fotos para alimentar fantasias. Não querem muito papo, querem fotos! Outros não querem se expor, só querem mesmo uma companhia online pra contar suas experiências diárias com muitos boletins e até compartilhar intimidades… Sim, intimidade, coisa que numa relação real leva-se certo tempo para conquistar.

Conversando com amigos ficou bem claro que os homens vão com expectativa de transar, independente de como se deram as conversas online. Quanto às mulheres, algumas vão com a expectativa de conhecer uma pessoa especial pra algo mais, e outras apenas pra ter uma companhia nova para aquela noite.

Tudo dá certo quando ambos estão com o mesmo objetivo, independente do desfecho, e compartilham da mesma expectativa de dar continuidade ou não.  Isso, a meu ver, é o jogo limpo, então, sim, os aplicativos facilitam conhecer mais parceiros.

Observando algumas pessoas e clientes também, percebo que no geral as mulheres ficam mais envolvidas emocionalmente e, segundo os homens, quem conduz a conversa ou como finalizam o encontro são elas.

Outra facilidade é que alivia a solidão, preenche o tempo e é divertido. O problema está quando as ferramentas online se tornam o principal meio de interação ou fonte de paquera. A ansiedade mobilizada em todo processo e a sensação de vazio após os encontros, pela perda de interesse recíproca (ou não), são sinais de que está na hora de parar de jogar, dar um tempo, se recolher e refletir sobre o que você quer quando se conecta em alguém. Talvez esteja na hora também de aprender a ficar sozinha (a) e/ou a preencher o tempo com outros prazeres e de modo produtivo.

Sei de casais heteros e gays que se conheceram por essas ferramentas e que estão felizes. A partir daí deletaram seus aplicativos para darem foco naquela relação de contato real. Sei também de pessoas que se sentiram apaixonadas independente de encontros reais terem acontecido e foram pegas de surpresa com o sumiço do outro. Neste caso, inicia um novo jogo ou a sensação de vazio e ansiedade citados acima são sentidas de forma bem sofrida, com angústia presente.

Mas como confiar ou acreditar naquilo que foi digitado ou dito? Só deixando rolar que saberemos, e quanto menor for a expectativa menor serão as decepções.

Compulsão ou Dependência: qual a diferença?

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No último texto falei sobre compulsão, desta vez vou falar sobre dependência.

É importante fazer essa diferenciação, pois ambos são comportamentos que atrapalham a vida de uma pessoa e dificilmente, sem a ajuda profissional, ela conseguirá fazer uma auto-análise e dizer se o seu “companheiro cigarro” ou “assaltos à geladeira” se tratam de compulsão ou dependência.

Na compulsão e na dependência o comportamento alivia uma situação de angústia, mas a principal diferença é que no caso das compulsões o discurso sempre é: “Eu quero parar de comer (fumar, beber, se drogar etc), mas não consigo”.

Já no caso da dependência não há a verdadeira vontade de parar, o discurso sempre é: “Eu sei que comer (fumar, beber, se drogar etc) faz mal e está me prejudicando, mas eu não tenho vontade de parar porque simplesmente gosto. Para essa pessoa parar com a dependência pode acarretar um sofrimento muito grande.

Diferentemente da compulsão, a dependência não tem ressaca moral, não existe um conflito ou questionamento entre a “vontade” e o “parar”. Então, nas dependências a angústia está ligada à possibilidade de parar com o vício, seja ele qual for, pois ele preenche um buraco emocional que normalmente é desconhecido, por exemplo: “Eu me sinto confuso, mas quando bebo consigo me decidir…”. Importantíssimo você saber também que a dependência pode ser por coisas, pessoas ou bichos.

E você, é dependente de quê? O que o impede de parar de fazer algo que você sabe que está lhe prejudicando, mas na verdade não quer?

Tanto nas compulsões como nas dependências, parar de fazer algo exige um grande esforço e autoconhecimento onde, obviamente, um processo de psicoterapia é o melhor tratamento indicado.

Compulsão alimentar: sintomas e como tratar

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Comer, beber, transar, comprar, malhar… Muitos verbos nos remetem às compulsões mais comuns e presentes no cotidiano de  muitas  pessoas. Veremos a compulsão como uma forma de comportamento repetitivo e atrelado a um “jeito de lidar” com situações angustiantes do indivíduo ligadas aos conflitos psicológicos, aos quais são aliviados pelo ato compulsivo.

O mecanismo de descarga da angústia via compulsão, que a princípio proporciona alívio, é o mesmo para questões ligadas ao sexo, à prática de exercícios etc. Mas daremos foco na compulsão alimentar que geralmente está a serviço de uma compensação de prazer ou satisfação de algo que deveria estar acontecendo na vida ou nas relações, mas não está. Com isso entram docinhos, repetidas refeições, assaltos à geladeira etc… É comum a pessoa só conseguir parar de comer quando acabam as porções ou porque realmente não aguenta mais. Então ela sabe que tem um problema, quer parar de comer de forma descontrolada, mas não consegue, até se propõe a comer menos, mas também não consegue, quando se dá conta já comeu o que podia e o que não podia. Depois de comer muito, se depara com a ressaca moral ligada a uma sensação de culpa e de intenso fracasso.

Temos aqui, neste exemplo, a marca da compulsão, que é o desejo de parar impedido por algo mais forte: a falta de controle sobre o agir.

Soma-se à busca de alívio da angústia psicológica descarregada no ato de comer à angústia circunstancial de estar fora do peso, de ter problemas de saúde, de se expor pelo exagero da comilança, e até pela vergonha da própria inadequação do ato.

Costuma-se ter ansiedade presente nestes quadros e outros problemas consequentes na saúde, o que implicam na necessidade de um tratamento psicológico e de outros profissionais.

O tratamento psicológico irá buscar quais as reais causas do descontrole, adequando o desejo à necessidade do indivíduo, assim como promovendo uma autocensura sem maiores repressões, podendo também lidar com os conflitos dos pensamentos decorrentes da ressaca moral por ter comido demais. Sim! Ressaca moral, o que não acontece nas dependências, mas sobre esse assunto falarei num outro momento…

Você sabe o que é vigorexia?

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Basta olhar para bancas de jornal ou ligar a televisão que já nos deparamos com a cultura do corpo perfeito. A estética padronizada de um corpo com medidas e músculos ideais vem sendo cada vez mais valorizada, ignorando-se questões genéticas, saúde física e psicológica.

A insatisfação com a própria imagem e uma auto estima prejudicada levam pessoas a procurar cada vez mais clínicas de estética, de cirurgia plástica e academias. São pessoas buscando um idealismo projetivo sem levar em consideração os riscos à saúde física e emocional, adoecendo do ponto de vista psicológico e psiquiátrico, desenvolvendo sintomas como ansiedade, obsessão, compulsão, depressão, transtornos alimentares entre outros.

Um exemplo deste adoecimento está na Vigorexia, que é um transtorno mental também conhecido como Transtorno Dismórfico Muscular. Mais comum nos homens, os vigoréxicos, que se veem fracos e magros apesar de serem fortes e bem musculosos, o que os levam à prática exagerada de exercícios físicos diariamente para alcançarem mais massa e força muscular. Consequentemente criam novos hábitos e comportamentos no seu dia-a-dia, como muitas horas na academia “puxando ferro” e aumentando sempre a carga do peso, além das alterações alimentares com dieta constituída basicamente por proteínas, suplementos alimentares sem orientação adequada e

o pior, recorrem ao uso de esteróides e anabolizantes, o que é muito preocupante e danoso ao organismo. É o caso do cantor Netinho divulgado recentemente pela mídia, apresentando tumores hepáticos com graves complicações de saúde.