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manipulação2manipulação2manipulação2Quem nunca sentiu que foi seduzido a fazer algo que na verdade não queria e então percebeu tarde demais para voltar atrás?… 
É aquela situação que se diz popularmente: “quando me dei conta já estava lá!” ou “já estava fazendo tal coisa…”
Mas o pior é cair neste jogo repetidas vezes por pessoas de convivência muito próxima, como parceiro afetivo, alguém da família, do trabalho ou mesmo grande amigo (a).
Vamos falar de manipulação, ou seja, de uma relação do tipo vilão x refém, – o refém na verdade é uma vítima, mas pode ficar exposto com a fama do vilão. Sim, isso acontece!
Pessoas manipuladoras têm uma facilidade incrível de deixar os outros em situações constrangedoras, expostas, sem saída e até com medo.
Focando nas relações de casais, essa dinâmica é muito difícil de ser rompida, até porque envolve muita sedução e dependência emocional.
Acontece de chegar no consultório aquele que é manipulado, sofrendo e muito confuso sobre o amor e sobre o inferno que sua relação se tornou e, claro, já sem forças para mudar a situação, então procurando ajuda na psicoterapia. O manipulador consegue deixar o outro em situações difíceis de reverter e até de argumentar, provoca uma situação ruim e vira o jogo a seu favor, com palavras e até mesmo com ações, porém estas não se sustentam. Mentiras são constantes nestas relações e algumas das emoções mais comuns por parte de quem é manipulado são raiva, medo e tristeza…
Então como sair dessa? Primeiro perceba o que você sente quando seu parceiro(a) arma uma situação ou mente pra você – preste atenção na situação posta e em como você tende a se comportar, com foco em você e nas possíveis consequências da situação para o seu bem estar e/ou para relações suas com outras pessoas.
Então siga sua intuição sobre o que é melhor para você e sua saúde, mesmo que isso cause desapontamento no seu parceiro(a). Por mais que você ache que vocês se amam, fique atento(a) porque depois de brigas e mentiras vem as promessas a até presentes… Cuidado, pois isso pode fazer parte o jogo que o manipulador faz te seduzindo para em breve você ser pego novamente e sentir todo aquele turbilhão de emoções onde seus amigos e/ou família não aguentam mais te ver sofrer.
Por fim, vale salientar que um manipulador dificilmente muda, a não ser que perceba de fato os efeitos de suas ações e esteja disposto a uma mudança em longo prazo, preferencialmente acompanhada por um terapeuta, já que também não é fácil para ele deixar de praticar seu poder de persuasão e abandonar os “joguinhos” que esteve habituado a fazer com as pessoas de seu convívio. Mas cabe a ele a decisão de mudar!
E você, se estiver no papel de vítima, faça um esforço para se enxergar na relação de uma forma mais crua, para não se iludir, por mais que ele(a) prometa mudanças ou melhoras, mesmo com o amor que diz sentir por você. Então ame-se e preserve-se em primeiro lugar. Busque ajuda e apoio para facilitar o processo!

E quando a inveja inconsciente ou escancarada te afeta? Cuidado com os invejosos…

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É impressionante o dano emocional que uma pessoa invejosa pode causar em outra pessoa, com palavras e até ações, de forma consciente ou mesmo sem intenção…
A inveja é um sentimento humano catalogado como mau pela religião. E com certeza é um sentimento com uma carga negativa muito grande, mas quando pensei em colocar este tema no blog  fiquei na dúvida se daria foco no invejoso ou em sua vítima, o invejado.
Decidi focar o texto mais nos que sofrem da inveja simples até daquela mais cruel e destrutiva. Cabe citar que dificilmente um invejoso reconhece que é um e o que ele causa numa pessoa ou situação – somente no ambiente protegido da psicoterapia, e com muito desconforto, foi que me deparei com reconhecimento da inveja pelo próprio invejoso, mudança interna deste sentimento e consequente reparações nos seus comportamentos ou atitudes. O que é muito positivo e geralmente alcançável por pessoas que não tinham a intenção de causar danos aos outros, mas o faziam de forma inconsciente.
Mas, voltando aos invejados, estes relatam sofrer uma carga hostil e até agressiva despejada em palavras, ações ou num clima que os coloca para baixo, os deixa desconfortáveis e até tristes, ou irritados/constrangidos.
O invejoso não se dá conta, mas joga carga destrutiva no outro, seja de modo sutil ou escancarado. A inveja destrói, humilha, focando no que não está bom… Isso aparece em um comentário contra ou sobre o outro, ou numa fala direcionada, quando existe intimidade ou hierarquia. Assim, a inveja permeia também as fofocas, onde o invejado é o tema para ser criticado ou destruído.
Mas como se proteger deste sentimento ao qual todos estão suscetíveis e que aqueles menos favorecidos de bom senso destilam sem dó?
Comece a prestar atenção nos sentimentos que as pessoas despertam em você, ou seja, como você se sente perto de determinadas pessoas?
Acredite – um invejoso deixa o clima tenso e para ele tudo, ou a maior parte do que vier de você (invejado), dificilmente estará bom ou será isento de críticas – mesmo detalhes podem ser usados desproporcionalmente… O invejado, se estiver atento, pode sentir ou perceber o prazer do invejoso em transmitir sua carga hostil a fim de machucá-lo, de forma velada ou escancarada.
Posto isso, se possível afaste-se de pessoas invejosas – tomara que, ao ler este texto, você não perceba que estou descrevendo situação que vive no trabalho, porque neste caso existem outras questões além desta dinâmica, já que seu comportamento deve preservar seu trabalho e as outras relações no contexto.
Por outro lado, se o invejoso for alguém mais próximo, como um(a) amigo(a) ou familiar, cuja relação seja valiosa, uma conversa franca sobre os sentimentos que ele(a) causa em você pode ajudar bastante. Mas, neste caso, é importante atentar que você estará expondo uma parte talvez inconsciente dele(a), uma parte que dá um jeito de te criticar, diminuir ou até te destruir com palavras ou olhar.
Não precisa ser rico, bonito ou ter qualquer característica excepcional para ser invejado, basta ser bom naquilo que o invejoso não é, e isso é tão relativo, ou seja, não é só beleza ou bem material que causam inveja. Ter brilho, bom humor, sensualidade, auto estima, também te deixam no alvo de quem não cuida de seu mundo interno e projeta em você a energia negativa interna…
Dúvidas inbox no face ou por email.

Solidão e o desafio de estar bem consigo mesmo.

Chegando o inverno, vamos tocar na questão delicada que é a solidão.
São nas noites frias que normalmente a vontade de estar junto de um(a) parceiro(a) fica escancarada, naturalmente a necessidade do aconchego aumenta e sim, a dois (quando há conexão/empatia), tudo parece muito melhor!
Mas o que fazer quando não se tem um companheiro(a)?
Aproveitar as companhias que aparecem? Até que ponto sair por sair ou ficar com alguém pouco interessante vale a pena, diante do tempo e energia que se perde, e principalmente diante dos efeitos colaterais que isso pode causar…
Outra opção é curtir a baixa temperatura com vinho e gordices com os amigos disponíveis… Mas até que ponto não nos entupimos de comida e bebida para alimentar a fome de afeto?
Às vezes o mais saudável, e até econômico do ponto de vista das ressacas (moral e física), é o bom e velho sofá com filmes, mas muito cuidado para não ficar preso na preguiça e no falso estado confortável de acomodação. Questione se você está sozinho por opção – todos devem se beneficiar de desfrutar de sua própria companhia de vez em quando – ou para não encarar conflitos e questões que implicariam mudanças.
Opções para afastar subitamente a solidão existem, mas, de verdade, o importante é fazer um cara a cara com o que seus sentimentos e desejos pedem, se questionar se não sente uma falsa satisfação quando faz programas que envolvem pessoas, comida e sexo.
Tem também aqueles casos de quem não está propriamente sozinho(a), mas se sente só. A famosa solidão a dois. Nesse caso é preciso ponderar se é uma fase, se a questão é o relacionamento, ou se o sentimento é apenas de uma das partes.
Cabe enfatizar que a solidão é um sentimento até certo nível normal, importante inclusive, por ser o contraponto de se sentir bem acompanhado(a). Que bom que a solidão costuma ser passageira, e ela pode indicar a necessidade de mudanças importantes, tais como desenvolver uma nova turma de amigos ou talvez mesmo um amigo(a) mais íntimo(a). Nos momentos de solidão é preciso aprender a fazer as coisas por si mesmo, ou seja, cuidar de si e de seus interesses de um modo geral, principalmente os emocionais, focando no que pode trazer satisfação real e melhoria na sua qualidade de vida.
Trabalhe com a solidão a seu favor, use o seu tempo sozinho para conhecer a si mesmo. Não lide com a sua situação de solidão de modo passivo, afinal você pode optar por simplesmente existir, ansiando pelo momento em que você vai estar com os outros, ou você pode explorar a possibilidade de fazer coisas interessantes sozinho, mesmo que sejam programas que você costuma vislumbrar apenas na companhia de outras pessoas (como ir ao cinema, ir ao teatro, fazer caminhadas, conhecer um novo lugar, etc).
Mas, caso você esteja realmente se sentindo só, busque programas que propiciem conhecer outras pessoas com interesses em comum e tenha uma postura positiva para que queiram conhecer você. Mas para que não passe por tentativas frustradas, que te façam se sentir ainda mais só, é importante fazer reflexões do tipo “Atualmente você se sente interessante/atraente?” Se a reposta for negativa, tenha consciência de que a sua autoestima pode não estar bem, e é preciso trabalhar isso, pois você estará apto a se relacionar bem com as pessoas ao seu redor apenas se estiver bem consigo mesmo(a).

Cuidar de suas necessidades emocionais e ser boa compainha

Cuidar de suas necessidades emocionais e ser boa compainha

Online todos estão, mas quem está disponível?

imagem on line
Conhecer e conversar com pessoas de qualquer lugar através de aplicativos faz parte da vida moderna, mas as mesmas ferramentas que aproximam também podem distanciar…
Cada vez mais comum a queixa: Fulano (a) estava online!!! E não me procurou ou não me respondeu…. Muitas possibilidades reais, entre elas: estava online mas estava de fato usando a ferramenta em questão? Estava online, mas viu seu recado ou chamado? E por aí vai…. O ponto que quero focar é a disponibilidade interna de se conectar em uma outra pessoa concreta, tendo como base sentimentos reais.
Outro dia li: “Todos falam de amor, mas poucos o sentem”… Refletindo sobre isso fico com a impressão que a maioria das pessoas estão procurando o amor e relações afetivas, mas com medo de se entregar e das consequências disto… Como da rejeição ou de perder a liberdade…
Com a crescente velocidade dos cliques e o aumento da gama de instrumentos que facilitam as relações virtuais, a paciência e a construção para um relacionamento real estão cada vez menores… Então, nesse novo contexto de relacionamentos, se o tal fulano (a) que não respondeu e frustou uma expectativa, não está disponível, é só procurar outro que esteja online no celular ou computador e assim vai…. Pessoas buscando conexões instantâneas que se esvaziam, e a busca continua de modo frenético e raso.
Assim, surgem algumas reflexões: 
Como saber se a conexão entre você e outra pessoa é recíproca e com mesmas intenções?
Como lidar com a frustração de ser ignorado ou ser tratado com indiferença por alguém, sendo que a relação via algum aplicativo estava fluindo tão bem? Se conheceram e foi super gostoso e aí você o (a) procura e a resposta que tem é o silêncio ou respostas monossilábicas….
Como lidar com essa rejeição e com a ilusão de que longas conversas (até íntimas) foram só frases digitadas e que o que sobra é ver o outro (a) online sem interesse em manter a comunicação…
Encarar as pessoas, isto é, promover encontros presenciais, e conversar com franqueza, deixando frases prontas de lado, é imprescindível. Mas para isso, esteja seguro sobre o que quer do outro e de sua disponibilidade para lidar com a situação e esteja aberto a ouvir, conhecer, se surpreender e mesmo se frustar…. Sim… Se frustrar principalmente… Não leve muitas expectativas até realmente saber com quem esta lidando… Sobre a outra pessoa, não tenha medo de ela não ter o mesmo interesse em você, só é possível saber isso estabelecendo um diálogo real e franco…
Sair do virtual e ir para o mundo real é necessário e para isso é preciso reconhecer suas carências e limitações, o que pode ajudar a ver as outras pessoas de forma mais saudável….

Sempre que você perceber que aquela pessoa que parecia tão legal até o último encontro se desconectou, vale a pena questionar sobre a parte sua que pode ter contribuído para a relação não dar certo….
 Leve suas angústias e neuras para psicoterapia e não para um relacionamento!

Ciúmes apimenta ou estraga relações?!

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Tema frequente num processo de psicoterapia é o ciúme, já que é um sentimento que faz parte das relações…

Costuma aparecer junto ao medo de que a pessoa amada se apegue a outra pessoa ou mesmo tenha outro foco, como trabalho, um objeto ou um animal.

Mas e quando sentir ciúme atrapalha amizades e relacionamentos amorosos e até mesmo familiares?

Para sentir ciúme basta estar num formato triangular de se relacionar… Exemplos clássicos: filho, pai e mãe; primo Beltrano, avô (ó) e primo Ciclano; namorada, namorado e pessoa X (pessoa especial ou atraente para o (a) parceiro (a); amiga A, amiga B e amiga C e etc.

Há pessoas com dificuldades de se relacionar amigavelmente com mais de duas pessoas ao mesmo tempo em determinadas situações. Ou melhor, só conseguem ficar bem com atenção direcionada ou exclusiva para ela. Situações onde são obrigadas a dividir atenção ou afeto recebido, estando em três ou mais pessoas, tornam-se muito desconfortáveis e até evitadas. Isso é comum nas relações familiares e principalmente nos relacionamentos amorosos. 

Dividiremos o assunto como ciúme “normal”, ligado à sensação ou constatação de ter sido preterido e ciúme “doentio”, ligado à fantasia de que pode ser traído ou desprezado a qualquer momento.

Ciúme “normal” acontece frente a uma situação real de ameaça do amor do outro. Muitos exemplos cabem aqui, como o surgimento de novos amigos, nascimento de irmãos, dedicação do parceiro a um novo projeto, etc… E é real você ficou de lado, então natural sentir ciúme. Essa nova situação pode ser administrada, sendo que geralmente é preciso um tempo para adaptação e esta nova situação deve ser discutida com os envolvidos. 

Ciúme “doentio” geralmente está baseado em uma falsa noção de realidade ou desconfiança infundada de estar sendo deixado de lado. Uma reação desproporcional e angustiante frente à confrontação de uma terceira pessoa, supostamente mais interessante para o outro.  A pessoa que sente este tipo de ciúme fica com a sensação de que pode acontecer a qualquer momento uma traição. Torna-se difícil confiar e relaxar, pois surge a expectativa de que alguma ameaça atinja a relação e comumente um comportamento infantil está atrelado ao ciumento, o que piora muito a situação. Na cabeça de um ciumento, a pessoa amada não resistirá à suposta tentação, então pode-se tornar possessivo e controlador, tentando “vigiar” o outro e diminuir o que considera oportunidades para que ocorram interferências no relacionamento.
Neste caso, sem dúvida, nada melhor do que se tratar! Situando-se na realidade e principalmente reeditando suas relações de base, desde a fase de sociabilização, o que em um processo de psicoterapia é mais fácil conseguir, devido à sustentação interna promovida referente aos mais profundos medos que fazem parte da psique.

Sou bipolar… Tenho TOC…. Rótulos da psique…

rotulo psique

 

Muitos chegam ao consultório dizendo: Sou bipolar…. Tenho TOC…. Tenho depressão….. E por aí vai…
Dificilmente esses rótulos se confirmam com a psicodinâmica… O mais comum é a pessoa se identificar com um texto lido em algum lugar ou porque seu rótulo (psicodiagnóstico) foi dado por algum profissional da área devido alguns sintomas frequentes ou não…


Mas a verdade é que em algum momento da vida todos temos ou teremos algum(ns) sintoma(s) físico(s) ou emocional(ais) que nos enquadraria em alguma classificação de doença psiquiátrica/psicológica.


Então vale a pena refletirmos: até que ponto os rótulos ocupam uma posição na vida de uma pessoa e acabam atrapalhando, no sentido de induzirem essa pessoa a não encarar mudanças e aceitar situações?


Não dá pra se esconder ou tomar remédio durante a vida inteira, sem mudar o que incomoda em si mesmo ou na relação com os outros. Muitas vezes, por conta do rótulo atribuído, a pessoa se sente obrigada a suportar, não possui argumentos…. Afinal, geralmente é um tema velado e/ou indiscutível…


Se você se acha um bipolar, esquizofrênico ou que possui qualquer outro “transtorno” e/ou já está há anos na base de medicação para dar conta das frustrações e dos imprevistos da vida, procure um especialista para entender o porquê de seus sintomas… O que os desencadeiam?… Qual o papel deles em sua vida, etc…. Esse será um grande passo rumo a uma vida melhor e com relações mais saudáveis!


Entenda que o psiquismo tem vários recursos e que, na maioria das vezes, você ESTÁ assim e não É assim, um depressivo, compulsivo, manipulador, etc…


Chega de se esconder e busque um tratamento onde você perceba mudanças reais e significativas! Psicoterapia deve dar resultados reais e nosso papel profissional vai além de acolher e aliviar as angústias.